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As pedras de Luiza Romão têm a ver menos com as pedras no bolso de Virginia Woolf, e mais a ver com as pedras jogadas pelos palestinos em Sheikh Jarrah: um ato ao mesmo concreto e simbólico, de autodefesa e resistência ao neocolonialismo. As pedras de Luiza têm mais a ver com a pedra de Drummond, a de João Cabral, a pedra das canções de protesto do Clã Nordestino, de Nina Simone, de Pete Seeger, de Barbara Dane e de Selda Bagcan. Com "também guardamos pedras aqui", Luiza Romão consegue inserir momentos de afago e restauro existencial, sem perder uma perspectiva crítica. Isso, em 2021, é tudo que a gente quer: se - guir nos aperfeiçoando, nos aprimorando, como seres humanos e sujeitos políticos, e ao mesmo tempo sentir um pouco de prazer, um pouco de alívio, que carreguem nossas de baterias, para que possamos voltar à realidade, prontas para a luta. Um livro para ir redescobrindo, à medida que o ele passa. Não tenho a menor dúvida disso.
Luiza Romão nasceu em Ribeirão Preto, em 1992. É poeta e atriz, autora dos livros Sangria (2017) e Coquetel motolove (2014), ambos publicados pelo selo doburro. Há anos, participa da cena de saraus e slams da cidade de São Paulo. Em 2020, entrou no mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada (na FFLCH/ usp), pesquisando o slam no Brasil. Explora a palavra poética na intersecção com a performance e o cinema.