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Seminar paper from the year 2002 in the subject Romance Studies - Portuguese Studies, grade: Muito bom (= Note 1), University of Lisbon (Departamento de Língua e Cultura Portuguesa (Faculdade de Letras)), course: Seminar "História e Cultura Contemporânea", language: Portuguese, abstract: A caricatura inglesa, que faz alusão à assinatura do Tratado de Badajoz por Portugal, depois da chamada -Guerra das Laranjas- de 1801, acentua a impotência e fraqueza do governo português face ao fracasso da sua tão desejada neutralidade num clima internacional tenso, com todas as consequências fatais desta inclusão forçada. A Espanha é representada aqui pelo -Príncipe da Paz-, D. Manuel Godoy2. Por consequência da guerra entre os dois vizinhos ibéricos com palco privilegiado no Alto Alentejo, que se explica só no contexto internacional e global do conflito entre a França napoleónica expansionista e a Inglaterra, potência suprema nos mares, a cidade portuguesa de Olivença com as suas terras foi incorporada -perpetuamente- pela Espanha que tinha desejado há muito o rio Guadiana como fronteira natural. Neste trabalho trata-se de examinar as causas e circunstâncias da perda de Olivença - -uma cidade portuguesa «de jure», administrativamente espanhola «de facto»-3 - no conflito das duas mais fortes potências da época, a França e a Inglaterra. Como é que a guerra entre Portugal e Espanha está incluída num sistema de interesses estratégicos anglo-franceses, no qual Olivença constitui uma -moeda de troca entre a França e a Inglaterrä4? Até que ponto a luta no Alentejo pode ser vista como primeira etapa das sucessivas incursões bélicas francesas, como -prólogö5 das invasões napoleónicas dos anos 1807-1810/11? Outra razão para uma perspectiva histórica globalizante indispensável sob a questão de Olivença e o Tratado de Badajoz, é fundada na projecção americana da controvérsia europeia, ou seja no velho problema dos limites no Brasil e na criação seguinte do Uruguai como nova nação.
1 Carlos Eduardo da Cruz Luna, Nos caminhos de Olivença, Estremoz 32000, p. 107. 2 Manuel Domingo Francisco Godoy y Álvarez de Faria Ríos Sánchez Zarzosa (nasceu em 12 de Maio de 1767 em Alcuera, Badajoz, e morreu em 7 de Outubro de 1851 em Paris): trata-se de uma figura muito contraditória na história de Espanha; depois de uma ascensão meteórica, é nomeado -Príncipe da Paz- pelo rei Carlos IV em virtude da Paz de Basileia, 1795. 3 Luna, p. 11. 4 António Pedro Vicente, -Olivença. Início da expansão napoleónica na penínsulä, in: História, Ano XXIII (III Série), 36: -150 Anos da Regeneraçãö, Lisboa 2001, p. 50. 5 Ibidem.