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Este livro analisa a "colocação" - espaço formado pela casa do seringueiro e seu entorno - como expressão da arquitetura vernácula amazônica. A partir da migração de nordestinos para os seringais, busca compreender quais saberes construtivos foram trazidos do semiárido, como se deu a adaptação às condições ambientais da floresta e de que forma a habitação foi se transformando. Examina ainda a configuração da casa quando ocupada apenas por homens, as mudanças decorrentes da chegada da família e as alterações posteriores à criação da Reserva Extrativista Chico Mendes, em 1989. Além de abordar o espaço doméstico sob a ótica das relações de gênero, evidenciando usos e significados masculinos e femininos, o trabalho estabelece um diálogo crítico com a arquitetura modernista brasileira, em especial com Lina Bo Bardi, que valorizava o estudo da arquitetura vernácula como fundamento para a proposição de uma arquitetura moderna enraizada nas tradições populares. O resultado são algumas conclusões que se prendem ao processo de descoberta da genealogia da arquitetura de um segmento tradicional da Amazônia, para apontar o que se pode chamar de "lições de arquitetura".
Marlúcia Cândida de Oliveira Neves é arquiteta formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e mestre pela UnB. Nascida em Goiás, mudou-se para o Acre em 1973, onde conheceu a arquitetura vernácula amazônica, que inspira sua obra. Com escritórios em Brasília e no Acre, integra saberes tradicionais à arquitetura contemporânea. Atuou na docência e em projetos para povos indígenas e seringueiros.